Quadri/ATV/UTV

Can-Am conquista Dakar pelo 4º ano consecutivo e sul-americanos mostram supremacia nos UTVs

– Competindo com o Can-Am Maverick X3, os chilenos Chaleco Lopez e JP Vinagre da South Racing Can-Am venceram metade das etapas;

– Brasil conquista vice-campeonato com Gustavo Gugelmin na dupla com o piloto norte-americano Austin Jones, da Monster Energy Can-Am;

– Vitória na última especial foi da dupla brasileira formada por Reinaldo Varela e Maykel Justo, que também fecharam Dakar 2021 no top-5 geral entre os UTVs.

 

São Paulo, 15 de janeiro – Depois de 12 etapas, o Rally Dakar 2021 chegou ao fim nesta sexta-feira, na Arábia Saudita, consagrando a Can-Am como a grande campeã na categoria UTV. Pelo quarto ano seguido, a marca foi a melhor na competição que é considerada o rali mais difícil do mundo em diversas categorias.

A América do Sul dominou o pódio mostrando a supremacia das suas duplas no esporte. Dos últimos quatro anos, os competidores sul-americanos conquistaram o título em três deles, correndo de Can-Am. Em 2018, os brasileiros Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin foram os campeões; em 2019 foram os chilenos Francisco “Chaleco” Lopez e Alvaro Quintanilla. Este ano de 2021 marca o quarto triunfo seguido da Can-Am e segundo de “Chaleco”, agora com o navegador Juan Pablo Vinagre.

O Brasil ainda registrou uma forte presença na categoria UTV do Dakar com resultados relevantes. O vice-campeonato ficou com a dupla do navegador Gustavo Gugelmin e o piloto Austin Jones, da equipe Monster Energy Can-Am, apenas 17min23seg atrás dos chilenos. Outro excelente resultado foi da dupla Reinado Varela e Maykel Justo, também da Monster Energy Can-Am, que venceu a etapa final e, com chegada em Jeddah, conquistou a 5ª posição na geral acumulada.

“Vencer o rali pelo quarto ano consecutivo nos dá muito orgulho, já que o Dakar é realmente a corrida mais difícil do mundo. Para dominar essa prova, o Maverick X3 precisou estar preparado e ter capacidade de superar cada cenário potencialmente difícil. Planejamos as condições mais adversas, analisamos como nossas máquinas reagem ao longo dos 12 dias e aplicamos nossos aprendizados em toda a nossa linha. No final do dia, tudo o que fazemos é para melhorar a experiência dos nossos pilotos”, diz Bernard Guy, Vice-Presidente Global em Estratégia de Produto da BRP.

O bicampeão do Dakar, Chaleco e o navegador Juan Pablo encerraram o Dakar com o total cronometrado em 53 horas, 41 minutos e 2 segundos, vencendo 6 das 12 etapas.

“É um sonho realizado, e a sensação de vencer a corrida mais difícil do mundo é absolutamente emocionante. Foi um grande trabalho de preparação focado em vencer o Dakar. Mas, nada disso seria possível se não estivéssemos com a máquina certa: o Can-Am Maverick X3. Esta ‘fera’ pode enfrentar qualquer coisa e você pode encarar qualquer desafio, seja na areia, nas pedras ou na lama. O Maverick X3 entrega uma mistura perfeita de velocidade, resistência e performance para vencer esse rali”, diz Chaleco.

O Can-Am Maverick X3 mostrou mais uma vez sua robustez durante o rali que leva pilotos navegadores e veículos ao limite. Em 2021, o Maverick X3 foi o vitorioso na classificação geral acumulada, considerando Veículos Leves e UTVs; esteve entre os 11 primeiros colocados na categoria, sendo que 24 das 29 duplas que finalizaram a prova competiram com um UTV Can-Am, percorrendo juntos mais de 183,5 mil Km em 12 dias de provas.

Brasil no top-5 do Dakar

A etapa decisiva do Dakar foi marcada pela experiência brasileira nos UTVs, na Arábia Saudita. Reinaldo Varela e o navegador Maykel Justo conquistaram a vitória na última especial do rali, com o Can-Am Maverick X3. A dupla fechou a prova em 2 horas, 44 minutos e 26 segundos, terminando o rali no top-5

“Terminamos o Dakar com uma especial bem complicada, com uma quantidade de pedras fora do normal, grandes mesmo, foi ‘pauleira’. Parabéns aos vencedores e obrigado ao Maykel pela nossa excelente parceria. Agradeço também aos brasileiros e todos que torceram por nós”, diz Varela, campeão em 2018 no Dakar com a Can-Am.

Navegador de Varela nesta conquista de três anos atrás, Gugelmin também comemorou o resultado da prova de 2021, com o vice entre os UTVs.

“A etapa final foi eletrizante. Primeiro nós passamos o Chaleco e ele estava com o pneu furado. Então, tentamos apertar o ritmo um pouco, para tentar arriscar para ter chances, mas acabamos furando dois pneus. O Chaleco nos passou e, faltando 20 km para o final, ele teve outro furo no pneu. A diferença foi pequena, mas faz parte. Obrigado ao Jones por pilotar com maestria e agradeço também todos os brasileiros pela torcida”, diz Gugelmin que ainda destacou a beleza natural da Arábia Saudita.

Para Gugelmin, o charme do rali é que neste ano, nada estava definido, até a linha de chegada da final desta sexta-feira. “A segunda colocação me deixa feliz porque a concorrência neste ano foi absurda de grande. Tivemos de andar em altíssimo nível para disputar a ponta”, finalizou Gugelmin.

A etapa final do Dakar teve 447 km de percurso, sendo 200 km de especial cronometrada e mais 227 km de deslocamento. A competição começou em 3 de janeiro em Jeddah e foi encerrada nesta sexta-feira (15), na mesma cidade, após os competidores darem a volta na Arábia Saudita percorrendo mais de 7.600 km.

Confira a classificação preliminar na categoria UTV, do 12º dia de prova e o resultado geral acumulado do Dakar 2021:

12º dia – 15 de janeiro:

1º) Reinaldo Varela (Brasil)/Maykel Justo (Brasil), Can-Am Maverick XRS Turbo / 2h44min26seg

2º) Michal Goczal (Polônia)/ Szymon Gospodarczyk(Polônia), Can-Am Maverick XRS / + 0min42seg

3º) Kees Koolen (Holanda) /Jurgen Van Den Goorbergh (Holanda), Can-Am XRS Turbo / + 3min36seg

4º) Sergei Kariakin (Rússia)/Anton Vlasiuk (Rússia), Can-Am Maverick X3 Turbo / + 6min23seg

5º) Aron Domzala (Polônia)/Maciej Marton (Polônia), Can-Am Maverick X3 / + 6min37seg

6º) Austin Jones (EUA)/Gustavo Gugelmin (Brasil), Can-Am Maverick XRS Turbo / + 6min52seg

7º) José Antonio Hinojo Lopez (Espanha)/Diego Ortega Gil (Espanha), Can-Am Maverick X3 Turbo / + 8min46seg

8º) Francisco “Chaleco” Lopez (Chile)/Juan Pablo Vinagre (Chile), Can-Am Maverick XRS Turbo / + 9min15seg

9º) Gerard Farres (Espanha)/Armand Monleon (Espanha), Can-Am Maverick XRS Turbo / + 11min26seg

10) Marek Goczal (Polônia)/Rafal Marton (Polônia), Can-Am XRS Turbo/ + 13min26seg

Resultado Final Acumulado após 12 etapas:

1º) Francisco “Chaleco” Lopez (Chile)/Juan Pablo Vinagre (Chile), Can-Am Maverick XRS Turbo – 53h41min02seg

2º) Austin Jones (EUA)/Gustavo Gugelmin (Brasil), Can-Am Maverick XRS Turbo / +17min23seg

3º) Aron Domzala (Polônia)/Maciej Marton (Polônia), Can-Am Maverick X3 / + 51min53seg

4º) Michal Goczal (Polônia)/ Szymon Gospodarczyk(Polônia), Can-Am Maverick XRS / + 1h13min58seg

5º) Reinaldo Varela (Brasil)/Maykel Justo (Brasil), Can-Am Maverick XRS Turbo / + 1h27min05seg

6º) Kees Koolen (Holanda) /Jurgen Van Den Goorbergh (Holanda), Can-Am XRS Turbo / + 3h50min47seg

7º) José Antonio Hinojo Lopez (Espanha)/Diego Ortega Gil (Espanha), Can-Am Maverick X3 Turbo/ +3h58min24seg

8º) Marek Goczal (Polônia)/Rafal Marton (Polônia), Can-Am XRS Turbo/+4h41min09seg

9º) Khalifa Al Attiyah (Qatar)/Paolo Ceci (Itália), Can-Am XRS Turbo / + 4h42min18seg

10º) Eric Abel (França)/Christian Manez (França), Can-Am Maverick X3 / + 5h43min55seg

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