Revista Maisoffroad 4x4 | Ano 23 | Edição Nº 267 | Setembro 2026
11-94739-2327 - Lino Distribuidora Ofici al D iversas medidas p ara todos os tipos de projetos @linoflexmangueirasoficial Certificações de Qualidade: tabilidade também chamou atenção. Mesmo sendo uma picape grande, com cabine e caçamba carregadas, a Poer P30 permaneceu firme em velocidades de estrada e trans - mitiu segurança ao motorista. A suspensão absorveu bem as irregularidades do asfal - to. Em estradas de chão com ondulações sucessivas, apre - sentou o comportamento esperado de uma picape média com proposta de carga: pode quicar um pouco mais e nem sempre copia o terreno com a mesma suavidade. Ainda assim, manteve controle e previsibilidade. O isolamento acústico também se destacou, com o ruído do motor, dos pneus e do vento bem contido. Tecnologia que reduz o cansaço Em mais de 6.000 quilômetros, os recursos de assis- tência à condução deixaram de ser apenas conveniência e ajudaram diretamente a reduzir a fadiga. O piloto automático adaptativo acompanhou bem o fluxo e manteve a distância programada. O assistente de permanência e centralização em faixa funcionou quando havia boa sinalização horizontal. O reconhecimento de placas exibia no painel o limite identificado para a via. Os alertas de colisão não precisa - ram intervir em uma emergência, mas a presença do paco - te de segurança reforçou a sensação de proteção. A câmera 360 graus foi essencial em manobras Off Road e nas pequenas cidades por onde a prova passou. Estacionar em mercados, acessar espaços estreitos ou posicionar uma picape desse porte tornou-se muito mais simples com a visualização do entorno. O Jalapão como prova de resistência Se as rodovias mostraram o lado confortável da Poer P30, o Jalapão revelou sua capacidade fora do asfalto. A areia fofa foi o maior desafio. Havia carros e caminhões atolados pelo caminho, deixando claro que não era um trajeto para qualquer veículo. Um ponto alto da pickup é ela ter tração reduzida, mas que não foi necessária a utilização por conta do seu exce - lente torque e sistema de tração eficiente. Durante todo o trajeto na região, utilizaram a tração 4H. O modo manual foi acionado na areia, oferecendo maior controle das mar - chas e ajudando a preservar o embalo. O 4x4 foi essencial nos trechos críticos, que a picape atravessou sem dificul - dades relevantes. A disponibilidade de torque em baixa rotação e as nove marchas mantinham o motor cheio, com resposta pronta para vencer a areia ou corrigir o ritmo. A altura livre do solo e o ângulo de ataque atenderam bem, sem contato preocupante da parte inferior com o terreno. O Jalapão é extremo até para veículos preparados. Após longos períodos sobre ondulações, percebemos que a suspensão passava a quicar mais, comportamento comum quando os amortecedores trabalham intensamen- te e acumulam temperatura. Isso não impediu o avanço nem comprometeu a segurança, mas exigia adequação da velocidade. Os pneus originais completaram o percurso sem perfurações ou perda de aderência que interrompesse a viagem. A Poer P30 atravessou riachos, areia, poeira e estradas precárias sem falhas mecânicas, luzes de adver - tência ou superaquecimento. Uma cabine que virou base de trabalho Durante o Sertões, o interior funcionou como exten - são da equipe, acomodando quatro pessoas, celulares, câmeras, drones, computadores e acessórios. Os bancos permaneceram confortáveis, e a ventila - ção dos assentos dianteiros fez diferença onde a tempe - ratura chegou perto de 40 graus. Combinada ao ar-condi- cionado eficiente, ela ajudou mesmo depois de o veículo permanecer sob sol forte. Há vários porta-objetos e compartimentos sob o ban - co traseiro, utilizados para guardar equipamentos. Sob o apoio de braço, o espaço com resfriamento conservou Fotos: Doni Castilho
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