Revista Maisoffroad 4x4 - Edição Nº 261- Março 2026

A recepção na oficina Gardenal 4x4 naquele padrão, música ao vivo, churrasco dos bons e muita resenha, e alguns carros fazendo reparos finais. Nesta noite, já pu- deram conhecer todos e ver como é o espírito da equipe, tinha amigos de longa data, pais e filhos. No dia seguinte começaram o deslocamento para Po- coné/MT e depois rumo ao Porto Jofre/MT para a traves- sia que levou cerca de quatro horas. Após isso, deram início ao Pantanal no estado vizinho com deslocamento de 65 km até a Escola das Águas, onde o grupo trouxe ma- terial escolar e brinquedos pedagógicos para as crianças que ali estudam em regime de internato. Nesta escola com as crianças é um show a parte na expedição, são de uma educação e um carinho que não se vê mais hoje em dia, quando o off roader passa - e faz questão de passar lá - é justamente para se alegrarem e alegrar as crianças, pois, elas gostam de receber essas visitas, ficam deslumbradas com os jipes e com os presentes que recebem. No dia posterior partiram para mais um dia pelo Pan- tanal e passando as dificuldades pelo caminho. Neste se- gundo dia já não conseguiram fazer o quilômetro planeja- do, mas isso não é motivo de preocupação, tentariam tirar isso no dia seguinte, mas no decorrer do dia viram que não seria possível. Dificuldades e imprevistos trouxeram uma parada por volta das 16h30 em um campo bom e foi aberta a caixa de pandora. Era tanta coisa que ia saindo do caminhão (Mumussauro e do Tiozinho) que realmente só caminhão mesmo para trazer. O grupo tem uma estrutura muito boa e é nessa hora que se vê mais ainda o empenho de todos e a união do grupo. A equipe de cozinha é um show a parte, cardápio diferenciado e muita dedicação de todos no preparo, tudo isso acompanhando de música ao vivo também. E seguiram para o próximo dia pensando em recuper- ar o tempo que não rodaram, mas isso foi apenas em pens- amento mesmo porque o negócio foi ficando feio e aí não adianta pressa, afinal estavam ali para curtir e deixar fluir. Neste dia percorreram um pequeno trecho de noite para chegar a um retiro onde mora um casal muito ba- cana. A anfitriã, Dona Janete, sempre muito bem-humora- da e bem receptiva. Pernoitaram neste recinto e na manhã seguinte deram conta de vários reparos em vários carros. Saíram na intenção de percorrer 120 km e neste dia con- seguiram apenas 7 km. Houve uma quebra de diferencial e isso foi o dia para fazer novamente, mas Deus sabe o que faz. Quando eram 15h30 Gardenal foi à frente para achar um lugar para acampar, já que onde estavam não daria certo. Foram a 3,5 km até achar um campo seco e bom para montar acampamento. Voltou e avisou o grupo e em seguida alguns já se deslocaram juntos e os demais logo atrás também. A nova aventura foi islâmica. Levantaram às 4h e saíram às 6h para poder rodar e chegar a um ponto mais próximo do aterro. A pegada foi bruta, bastante água, mas nesse dia conseguiram rodar bem, a hora da matula foi rápida, sem descanso para poder render, e deu certo. Chegaram à Fazenda Santa Cruz do escritor Manoel de Barros, hoje cuidada pelo seu neto Manoelzinho. Os atrasos que tiveram no percurso tudo tem um porque, na verdade tudo aconteceu como tinha que acontecer, os an- fitriões Manoelzinho e Carla, chegaram a fazenda neste dia também, pois estavam em outra fazenda trabalhan- do. O grupo pode conhecer e conversar com ele, ouvir histórias e também ouvi-lo tocar gaita. São nesses mo- mentos que vemos que tudo ocorreu como tinha que ser. No dia seguinte chegou à fazenda um motorista, “Sr. Nilson”, que havia caído do aterro com o caminhão, no qual estava transportando sal para uma fazenda. Os ji- peiros de imediato foram lá ver a situação e nesse momen- to a expedição se demonstrou unida, todos os que podia fazer força se uniram em prol de ajudar o próximo. Foi feita uma operação muito forte, descarregando o camin- hão de sal, organizando uma logística para tirar o camin- hão com o auxílio de uma pá carregadeira e o guincho do Mumussauro. Tudo sob coordenação do Marcio, afinal é a praia do homem, o mesmo trabalha com guindastes. Carregaram o caminhão novamente com todo o sal e em seguida ele pôde seguir viagem com sua en- trega. São essas ações que se nota a força, a união e companheirismo de todos, e mais uma vez ti- veram a certeza de que era para estar ali naquele dia. O grupo tem um líder, o amigo Marcio, um cara de coração bom, curto e grosso também, mas tem a liderança de grupo, onde o respeito prevalece entre todos. Uma equipe unida a todo momento em todas as atividades. Passaram então bons momentos na fazenda Santa Cruz que ficaram dois dias de muita confraternização e boas resenhas, e o grupo teve a oportunidade de con- hecer bem a fazenda e seus anfitriões, alguns até saíram pelo campo e tiveram uma aula da região. Durante a estadia nesta fazenda, a equipe de cozinha trabalhou bonito e os anfitriões eram os convidados es- peciais. Foi feito pequenos reparos também pela grande equipe de mecânicos que nesta expedição trabalhou mui- to. Como o tempo estava curto, e não tinha condições de seguir o planejado, partiram da fazenda rumo a cidade de Rio Verde/MS para depois seguir a Campo Grande/ MS para pernoite. Chegando ao hotel, tiveram um rápido momento de agradecimento, encerramento e uma entre- ga singela de lembrancinha para todos os participantes. Por fim, o que dizer desta semana com esse grupo, em anos e anos de expedições, dezenas de grupos já passaram pelo trabalho do Gardenal 4x4, que confessa que este grupo “Torque Quatro” superou bastante as expectativas em muitos aspectos, um grupo onde tem harmonia e re- speito entre si, um grupo onde não precisa estar receben- do ordens nos afazeres de acampamento em geral. Todos desempenharam um importante papel commaestria, um ajudando o outro, cada um com sua qualidade. Se não sabe fritar, mas sabe cortar, e outro já passava recolhen- do o lixo, que foi carregado por uma semana. Não ficou nada no Pantanal, trouxeram tudo como de praxe. As 37 pessoas ali se ajudando em tudo, seja em mo- mentos de mecânica, no acampamento, fazendo rancho. Fica o agradecimento a Deus por proporcionar isso, agradecer a confiança por cada um que esteve presente nesta expedição.

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