México: Varela e Gugelmin terminam rally em terceiro

setembro 27, 2017 12:45 pm
Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin no deserto (Foto: Divulgação)

Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin no deserto (Foto: Divulgação)

Brasileiros assumem terceira posição do campeonato e estão na briga pelo título

Gustavo Gugelmin (E) e Reinaldo Varela (D) com o buggie (Foto: Divulgação)

Gustavo Gugelmin (E) e Reinaldo Varela (D) com o buggie (Foto: Divulgação)

A dupla brasileira Reinaldo Varela/Gustavo Gugelmin (Divino Fogão/Blindarte/Tecmin) conseguiu outro resultado extraordinário no World Challenge Desert. No Tijuana Score Desert Challenge, disputado no último final de semana (23 e 24/9) na Baixa Califórnia, no México, eles subiram no pódio na terceira colocação, e agora assumiram o terceiro posto do Desafio Mundial do Deserto, em condições de brigar pelo título inédito.

“Definitivamente estamos indo para a última etapa em condições de brigar pelo título e para isto já estamos nos preparando. É um pouco distante, mas talvez dê para brigar pelo primeiro lugar do campeonato se terminarmos a prova, que será muito dura, com 1.600 km de distância. Mas nossas chances de encerrarmos em segundo ou terceiro são concretas”, assume o piloto Reinaldo Varela, bicampeão mundial de Rally Cross-Country.

A terceira e penúltima etapa do World Challenge Desert teve um total de 140,4 milhas, divididas em seis voltas de 23,4 milhas nos dois dias, e disputada por 130 veículos de 14 países (Alemanha, Áustria, Brasil, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos,França, Guatemala, Inglaterra, Itália, México, Nova Zelândia, Suíça).

No primeiro dia os brasileiros terminaram na quinta posição, enquanto se aclimatavam com o terreno e as peculiaridades da prova. A vitória foi dos norte-americanos Broc Dickerson/Jeff Dickerson, seguidos de seus compatriotas Rafael Navarro/Rafael Navarro IV, Justin Davis e Cody Reid/Adam Pfankuch.

“Para nós é bastante difícil correr na América do Norte. Não estamos habituados a esse tipo de terreno e ficamos um pouco lentos na primeira volta por causa das rochas. Depois disso fomos muito melhores para subirmos para quinto”, contou o navegador catarinense Gustavo Gugelmin.

Com mais experiência, no segundo dia Varela/Gugelmin subiram para terceiro até o final da prova, e deixaram de conquistar a segunda colocação por meros 45 segundos. A vitória ficou com os líderes do campeonato Dickerson/Dickerson, seguidos de Navarro/Navarro III.

“Foi uma corrida muito difícil, terreno difícil. Nós não estamos acostumados a competir com este tipo de terreno. Mas, tudo bem. Terminamos os dois dias e por isso somamos bons pontos para o campeonato. Não tivemos problemas mecânicos ou furos de pneus. Foi uma corrida limpa para nós. Partimos aqui no terceiro lugar na classificação de pontos, de modo que o Baja 1000 será uma corrida muito importante para nós”, disse Varela.

“Eu acho que foi um resultado muito bom para o Brasil. Estamos muito felizes. São 70 pontos só por terminar o Baja 1000, mais os pontos que conquistarmos por posição na última etapa. Vamos pra cima porque o campeonato está aberto!”, emenda Gugelmin.

Varela e Gugelmin terminaram em terceiro e estão em terceiro no campeonato (Foto: Divulgação)

Varela e Gugelmin terminaram em terceiro e estão em terceiro no campeonato (Foto: Divulgação)

A quarta e última etapa do World Challenge Desert será o Baja 1000 México, de 16 a 18 de novembro, de Ensenada a La Paz (México).

Os primeiros no resultado final do Tijuana Score Desert Challenge foram: 1) Broc Dickerson/Jeff Dickerson (EUA), 3h25min42s095; 2) Rafael Navarro/Rafael Navarro III (EUA), 3h36min07s770; 3) Reinaldo Varela/Gustavo Gugelmin (Brasil), 3h36h52s915; 4) Cody Reid/Adam Pfankuch (EUA), 3h47min59s040; 5) Chip Prescott (EUA), 2h59min31s839.

A classificação do World Challenge Desert, faltando apenas uma etapa, com as duplas que brigarão pelo título está assim: 1) Broc Dickerson/Jeff Dickerson (EUA), 240 pontos; 2 Cody Reid/Adam Pfankuch (EUA), 211; 3) Reinaldo Varela/Gustavo Gugelmin (Brasil), 202; 4) Rafael Navarro/Rafael Navarro III (EUA), 168 pontos.

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