Grupo de amigos aventureiros na Expedição Transamazônica 2016

janeiro 28, 2016 3:25 pm

No inicio de 2015 um grupo de amigos começou a tirar do papel o sonho de desbravar com seus jipes o temido trecho entre Humaitá e Lábrea, no estado do Amazonas, o último trecho existente da BR 230, a famosa TRANSAMAZÔNICA.

Uma Expedição com mais de 1.500km pela pior “rodovia” do país.
Com um comboio de 7 jipes muito bem preparados a nossa Expedição pela Transamazônica teve inicio no dia 02 de janeiro de 2016. Comboio esse composto por uma variedade enorme de viaturas:

– Camper do Rodrigo Xambre (Bozo) e seu zequinha Dantas
– Toyota Bandeirante do Caio Fonseca e seu zequinha Arthur
– Marruá do Jorge Delmanto e seu zequinha Alex
– Jipe Pick Up do Marcelo Morceli e seu zequinha Richard Berini
– Troller 2.8 do Marcelo Juliani e seu zequinha Alexandre Molteni
– Troller 3.0 do Guilherme Carrozzo e seu zequinha Dario Dal Piaz
– Novo Troller do Wander Pardal e seu zequinha Henrique Ferreira

No primeiro dia em Porto Velho já fomos muito bem recebidos pelos amigos do JEEP CLUBE DE PORTO VELHO que nos apresentaram a capital rondoniense e nos deram dicas do que estava por vir nos próximos dias de aventura.

16No segundo dia após um magnifico almoço no Restaurante Recanto do Tambaqui, as margens do Rio Madeira e com vista para a Barragem Santo Antônio seguimos 200km até a cidade de Humaitá – AM, cidade base da nossa expedição. A rodovia transamazônica cruza a cidade fazendo com que essa tenha uma localização estratégica para quem vai para Manaus ou Santarém de carro e também por ter um porto à beira do Rio Madeira, importante rio de escoamento de produtos para diversas regiões e exterior.

No dia seguinte iniciaríamos o trecho mais difícil da rodovia até a cidade de Lábrea. Até o portal da cidade seriam 200km, sendo 30km de asfalto até a rodovia BR 319, que segue até Manaus e o restante de pura emoções, pela BR 230, a conhecida Transamazônica.

Acordamos cedo e demos a partida preparados para enfrentar qualquer tipo de obstáculo. Foi ai que tivemos a grande surpresa da viagem. Apesar de janeiro já ser época de chuvas, neste ano a mudança climática atrapalhou nossos planos, não chovendo o esperado e assim o grupo não encontrou as dificuldades que desejavam ter pelo caminho. Além disso, em outubro houveram melhorias na estrada, buscando melhorar o acesso até a cidade de Lábrea. Levamos apenas 8 horas para realizar todo o percurso onde encontramos apenas alguns trechos lisos devido às chuvas diárias.

Lábrea é uma cidade atípica. Têm cerca de 40 mil habitantes e força na economia do estado, pela agropecuária, e apesar da famosa rodovia seu acesso é basicamente fluvial, pelo Rio Purus ou aéreo.

No dia seguinte, após um passeio de barco o grupo decidiu retornar para a cidade de Humaitá. Aproveitamos que a estrada não estava apresentando dificuldades, fora à tempestade que enfrentamos ao cair da noite, para identificar a entrada da famosa Trilha dos Campos de Humaitá. Encontramos a entrada e sinalizamos em nossos GPSs para retorna no dia seguinte. Faltavam cerca de 80km para chegar em Humaitá e foi ai que tivemos a maior dificuldade mecânica da viagem. O tubo do eixo traseiro de um dos Trollers da expedição se soltou, quebrando a ponta de eixo, gerando grande trabalho para levá-lo até a cidade. Nessa hora a experiência foi fundamental para locomoção do Troller até a cidade. Quando tudo parecia resolvido ainda tivemos um pneu rasgado do Marruá. Chegamos à cidade por volta das 5AM e tiramos o dia seguinte para descanso e acerto nas viaturas. Focamos em soldar o eixo quebrado e fizemos alguns pequenos reparos para ter certeza que estaria tudo em ordem para encararmos a pior trilha da região. Já que a rodovia não havia nos apresentado a dificuldade esperada. Alias, o grupo teve todo o cuidado em levar peças sobressalentes, desde partes pequenas (patilhas, óleo, fluido, cabos, correias…) a alternadores, motores de partida, cubos de roda, pontas de eixo, hélice…

Acordamos bem cedo e seguimos as coordenadas de nossos GPSs até a entrada da Trilha Campos de Humaitá, área alagadiça de cerca de 80km, com terreno quebradiço e complicado nas épocas de chuvas, trilha que vai da estrada de Lábrea até perto de Porto Velho. Essa trilha se tornou mais conhecida após alguns jipeiros terem passados por apuros, sendo resgatados pelo exercito e pelo jipe Clube de Porto Velho. Na trilha, em face de diversas árvores caídas, apenas 10km foram conhecidos, tendo o grupo decidido retornar para Humaitá e no dia seguinte partir sentido Porto Velho, objetivando entrar no lado oposto – de chegada – da trilha Campos de Humaitá. Havia grande vontade de transpor esse trecho.

Após o almoço já estávamos dentro da trilha novamente, agora no sentido oposto. Na trilha, enfrentamos trechos alagados e pontes destruídas, gerando muita diversão e trabalho na reconstrução das pontes. Já de noite, retornaramos para Porto Velho.

Como já estava previsto ainda tínhamos dois dias para conhecer as principais trilhas da região acompanhados dos amigos do Jeep Clube de Porto Velho. Nos reunimos e seguimos em direção a uma das sedes do Clube. Uma fazenda com paisagem deslumbrante a beira do Rio Madeira, com diversos alagados para serem transpostos. Como não podia ser diferente encerramos o nosso dia com muito churrasco e conversa fiada.

Para o nosso último dia de Expedição os amigos de Porto Velho nos reservaram uma grande surpresa. Nos levaram para andar em uma trilha radical com diversos trechos de barro e muitos quilômetros de áreas alagadas, que se tornaram a grande diversão da viagem.

Por fim, a importância do contato com o Jeep Clube de Porto Velho, quer pela troca de experiências, dicas e ajuda, além, obviamente, de poder contar com jipeiros da região para mostrarem as trilhas mais difíceis. Fica nossa dica para sempre que forem para outros estados, contatarem o jeep clube local.

Além do eixo que se soltou, os jipes quase não tiveram problemas, exceção a motores de partida e alternadores, que pelo grande volume de água com barro, acabaram sofrendo mal contato. Nada demais para o grupo, que estava prontamente preparado para efetuar qualquer conserto pelo caminho, levando peças sobressalentes, água e combustível – dica importante para viagens desse porte.

Assim encerramos a nossa Expedição Transamazônica 2016…foram cerca de 1.500km rodados, sendo 750 de trilhas nos 10 dias programados de viagem.

Lembranças, risadas e boas histórias ficarão para sempre na memória desse destemido grupo.

Fica os agradecimentos ao JEEP CLUBE DE PORTO VELHO

Resta agora aguardar o retorno dos jipes para programar a próxima aventura!!!

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