De volta à Mitsubishi, Carlos Sousa estreia com o ASX Racing no Rally Dakar

dezembro 13, 2014 10:09 am
Prova passará pelo Deserto do Atacama - Foto: Gustavo Epifânio / Mitsubishi

Prova passará pelo Deserto do Atacama – Foto: Gustavo Epifânio / Mitsubishi

Ano foi de preparação e treinamento - Foto:  Gustavo Epifânio / Mitsubishi

Ano foi de preparação e treinamento – Foto: Gustavo Epifânio / Mitsubishi

Já são quase 30 anos dedicados ao rali e com uma motivação de quem parece estar indo para sua primeira prova. Este é o piloto Carlos Sousa que, em janeiro, tem um desafio novo em seu vasto currículo: irá disputar o Rally Dakar a bordo do ASX Racing da Equipe Mitsubishi Petrobras, ao lado do navegador português Paulo Fiuza.

Nascido em Almada, Portugal, esteve durante muitos anos a bordo de veículos Mitsubishi, período em que conquistou seus maiores feitos, como os quatro títulos no Campeonato Português, considerado um dos mais disputados do mundo. Foi também nessa época que alcançou sua melhor posição no Rally Dakar, o quarto lugar na classificação geral.

“Receber o convite para fazer parte da Equipe Mitsubishi Petrobras foi um grande prazer. Disse ‘sim’ logo de cara. Não só pelo Guiga, mas pelo carro e pelo projeto”, comenta Sousa. “Será muito bom estar no Rally Dakar com a Mitsubishi, marca onde obtive conquistas importantes e estive por anos. Sem dúvida, contribuiu muito para o que sou hoje e acho que consegui retribuir a confiança que a marca me deu ao longo dos anos.”

Carlos Sousa acumula 15 participações no Rally Dakar, com 10 vezes no Top-10, além de três no Top-5. Nesses 15 anos, não completou a prova apenas por duas vezes. Sua última façanha foi a vitória na primeira especial do Dakar de 2014.

Dentro e fora das pistas
Amigos de muitos anos, Sousa e Guiga Spinelli já foram adversários em diversas provas, mas também companheiros de equipe, no Rally Dakar de 2010. “Sem dúvida, o Carlos veio para somar bastante na nossa equipe pela enorme experiência que tem no Dakar, além de uma personalidade muito positiva, profissional e pela excelente performance. É um piloto rápido e seguro”, descreve Guiga, que estará ao lado de Youssef Haddad em sua sétima participação no Dakar.

Com uma vasta experiência, Carlos Sousa também foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento do ASX Racing no decorrer de 2014. “A cooperação é mútua. Vou andando e dando minhas impressões e vamos desenvolvendo. Temos um trabalho muito longo pela frente, mas já dá para notar as mudanças no carro. Implantamos uma série de tecnologias novas, mas nosso grande teste será mesmo no Dakar”, garante o piloto. A equipe realizou sessões de treinos na França e no Marrocos, nas mesmas condições que irão enfrentar no maior rali do planeta.

A primeira experiência com o ASX Racing em uma competição não poderia ter sido melhor. Sousa, ao lado do navegador Paulo Fiuza, foi o campeão do Atacama Rally, disputado no Chile, na mesma região onde o Dakar irá passar em janeiro.

Mas é um trabalho constante, que envolve os escritórios de engenharia avançada da Ralliart Brasil na França e em Mogi Guaçu, interior de São Paulo. “Queremos desenvolver ainda mais o ASX Racing. É um projeto que vai se estender por um bom tempo. Quanto mais andamos no carro, mais conhecimento conseguimos extrair”, explica.

Para enfrentar uma prova tão dura e exigente, Carlos Sousa mantém uma preparação física durante todo o ano, com treinos diários. “Foi um hábito que adquiri ao longo do tempo. Mas agora, faltando menos de um mês, intensifico essa preparação e até me alimento mais”, explica.

Rally Dakar 2015
O Rally Dakar será entre os dias 3 e 17 de janeiro, com largada e chegada em Buenos Aires. Não é a toa que a prova é considerada uma das mais difíceis e completas. Serão 9.111 quilômetros passando por três países: Argentina, Chile e Bolívia.

Além de percorrer o Deserto do Atacama, um dos mais desafiadores do mundo, a prova cruza duas vezes a Cordilheira dos Andes, onde a altitude e as baixas temperaturas são os grandes adversários.

O penúltimo dia será o mais longo da história, com 1.024 quilômetros, entre as cidades de Termas Rio Hondo e Rosario, na Argentina. Mas é na divisa entre Bolívia e Chile que a Equipe Mitsubishi Petrobras enfrentará a maior especial, com 781 quilômetros, de Uyuni até Iquique.

“O Dakar é uma prova ingrata, mas pelo que fizemos e pelo que andei, penso que conseguiremos manter os dois ASX Racing entre os 10 primeiros. Mas é muito difícil prever alguma, tem muitas equipes novas”, afirma.

A Equipe Mitsubishi Petrobras tem o patrocínio de Mitsubishi Motors, Petrobras, Axalta e Protune.

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